O Senado fez a provação nesta quarta-feira (05/05) da suspensão do pagamento de todas as parcelas do Fundo de Financiamento Estudantil, também conhecido como Fies, até o mês de dezembro deste ano.
No ano de 2020, o texto feito pelo senador Jayme Campos (DEM-MT) e que teve sua aprovação por meio do Congresso e foi sancionado pelo presidente Bolsonaro, acabou por interromper os pagamentos de todas as mensalidades do tal financiamento até o fim do ano passado.

Atualmente, o projeto permanece em discussão mais uma vez para que seja prorrogado o prazo para a suspensão do pagamento do Fundo de Financiamento Estudantil até o final deste ano.
Com a aprovação feita pelo Senado, o texto irá seguir para uma avaliação da Câmara dos Deputados. Caso seja aprovada, passará para a sanção de Jair Bolsonaro, no qual pode aceitar o texto parcialmente, integralmente ou até mesmo vetar por completo.
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Objetivo do projeto de suspensão do pagamento do Fies
Segundo Dário Berger (MDB-SC), que é o relator desta proposta, o objetivo da medida seria aliviar todas as dificuldades forçadas por conta da pandemia e permanecer com os vínculos dos estudantes e das instituições de ensino em que estão matriculados atualmente.
Berger também disse que a proposta irá servir para amenizar a situação complicada em que diversos alunos de ensino superior se encontram, levado em consideração o estado atual que assola o Brasil, principalmente no meio da população mais jovem.
Ela também servirá para amenizar a já difícil situação em que se encontram muitos estudantes egressos da educação superior, tendo em vista o quadro que assola o País, sobretudo entre a população mais jovem”, afirma.
Paulo Guedes critica o Fies
Durante uma reunião na semana anterior, sem saber que estava a ser gravado, Paulo Guedes, o ministro da Economia, fez uma crítica após afirmar que o governo federal entregou bolsas nas universidades a “todo mundo” através do financiamento.
Em suas palavras, o ministro da economia disse que o programa havia chegado a bancar a universidade até mesmo para o “filho do porteiro no qual zerou a prova”.
Contudo, o Fies, que teve sua criação no ano de 2001, se trata de uma ação do Ministério da Educação no qual faz o financiamento dos cursos superiores em instituições particulares e, diferente do Prouni, o mesmo não garante bolsas para os estudantes.
Na verdade, o Fundo de Financiamento Estudantil, criado em 2001, é uma ação do Ministério da Educação que financia cursos superiores particulares – e não garante bolsas como o Prouni.






