Franciele de Matos Morawski, uma estudante da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), gerou um sensor que ajuda a identificar os pacientes com Covid-19 nos quais podem acabar por desenvolver um quadro grave da doença.

Com a criação do projeto, a graduanda de apenas 29 anos acabou por vencer um concurso nacional que possui foco em pesquisa científica.
Como funciona o sensor
Antes de tudo, o sensor tenta fazer uma identificação no sangue de cada paciente para detectar a presença da proteína conhecida como interleucina-6. De acordo com Franciele, o biomarcador pode ser encontrado em quantidade maior nas pessoas que foram diagnosticadas com a Covid-19 e podem chegar a apresentar um caso mais grave do vírus.
Segundo a pesquisadora, além de ser um dispositivo com sensor barato, o mesmo possibilita que haja agilidade no tratamento. Por fim, a previsão fica disponível em mais ou menos meia hora e, além disso, este dispositivo para análise é biodegradável e biocompatível.
A pesquisadora disse que, após o paciente ser internado, seria possível realizar uma avaliação dos níveis de interleucina-6 de uma forma mais rápida e barata, além do sensor possibilitar que haja o monitoramento dessa proteína em um tempo real e, com isso, traria auxílio para a equipe médica tomar decisões em relação ao paciente, como o manter em observação ou realizar um acompanhamento maior.
A graduanda também explicou que o sensor já estava a ser desenvolvido desde 2018 e, com a chegada da pandemia, a equipe começou a fazer os testes do equipamento para os casos da Covid-19.
Este projeto é parte do Programa de Pós-graduação em Química UFSC, no qual o desenvolvimento foi feito em parceria com André Báfica, professor que realiza a produção de uma vacina contra o vírus dentro da universidade.
Com este projeto, Franciele conseguiu ficar no primeiro lugar da edição de 2021 na Tech Women Paper Contest, no qual faz a premiação de mulheres cientistas dentro do Brasil. O passo seguinte para o desenvolvimento do aparelho é fazer uso do método nas amostras de pacientes que estão internados no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago, conhecido também como HU-UFSC, localizado na Capital.






