Elis Regina também chamada de pimentinha, é uma voz imortalizada, interprete de mais de 500 canções a pequena notável deixou sua marca por onde passou.
Atividades
As mais tocadas na voz de Elis
Entre as 500 canções interpretadas por ela, separamos algumas que estão entre as mais ouvidas.
Como Nossos Pais

Não quero lhe falar meu grande amor
Das coisas que aprendi nos discosQuero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor é uma coisa boa
Mas também sei que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoaPor isso cuidado meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram
E o sinal está fechado prá nós
Que somos jovensPara abraçar seu irmão
E beijar sua menina na rua
É que se fez o seu braço
O seu lábio e a sua vozVocê me pergunta pela minha paixão
Digo que estou encantada
Como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento
Cheiro de nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva
Do meu coraçãoJá faz tempo eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Essa lembrança
É o quadro que dói maisMinha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos paisNossos ídolos ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer
Que eu ‘tô por fora
Ou então que eu ‘tô inventandoMas é você que ama o passado
E que não vê
É você que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vemHoje eu sei que quem me deu a ideia
De uma nova consciência e juventude
‘Tá em casa
Guardado por deus
Contando vil metalMinha dor é perceber
Compositores: Antonio Belchior
Que apesar de termos feito tudo, tudo
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos como os nossos pais
Composta por Belchior, interpretada por Elis e marcou época, quando ela deu sua voz a esta incrível canção durante uma edição do fantástico, fazia um ano que Elis não era convidada para aparecer na TV. O registro deste momento tem uma carga emocional visceral que torna a música maior do que parece.
O Bêbado e a Equilibrista

Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos
A lua, tal qual a dona de um bordel
Pedia a cada estrela fria um brilho de aluguelE nuvens lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco
Louco
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Pra noite do Brasil
Meu BrasilQue sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora
A nossa Pátria mãe gentil
Choram Marias e Clarisses
No solo do BrasilMas sei que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança
Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha
Pode se machucarAzar
Compositores: Joao Bosco De Freitas Mucci / Aldir Blanc Mendes
A esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar
João Bosco e Aldir Blanc são os compositores dessa música que faz uma homenagem para Charlie Chaplin, que morreu dois anos antes de a música ser lançada. A Canção ganhou ares políticos pôs o Brasil estava enfrentando a ditadura e ficou conhecida como o Hino da Anistia.
Águas de Março
É o pau, é a pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba no campo, é o nó da madeira
Caingá candeia, é o matita-pereiraÉ madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento vetando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da ciumeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de a tiradeiraÉ uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto um desgosto, é um pouco sozinhoÉ um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manha, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lamaÉ um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coraçãoÉ uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terça
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coraçãoPau, erda
Compositores: Antonio Carlos Jobim
Im, inho
Esto, oco
Oco, inho
Aco, idro
Ida, ol
Oite, orte
Aço, zol
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
Foi lançada pela primeira vez por Tom jobim em um disco de 1972, no mesmo ano ela retornou em outro disco do cantor, mas foi em 1974 que ela ganhou uma versão definitiva na voz de Elis e Tom.
Alô, Alô, Marciano

Alô alô Marciano
Aqui quem fala é da Terra
Pra variar, estamos em guerra
Você não imagina a loucura
O ser humano tá na maior fissura porque
Tá cada vez mais down in the high societyDown, down, down
In the high society
Down, down, down
In the high society
Down, down, down
In the high society
Down, down, downAlô alô marciano
A crise tá virando zona
Cada um por si todo mundo na lona
E lá se foi a mordomia
Tem muito rei aí pedindo alforria porque
Tá cada vez mais down in the high societyDown, down, down
In the high society
Down, down, down
In the high society
Down, down, down
In the high society
Down, down, downAlô alô marciano
A coisa tá ficando ruça
Muita patrulha, muita bagunça
O muro começou a pichar
Tem sempre um aiatolá pra atola Alá
Tá cada vez mais down in the high societyDown, down, down
In The high society
Down, down, down
In the high society
Down, down, down
In the high society
Down, down downAlô alô marciano
Aqui quem fala é da Terra
Pra variar estamos em guerra
Você não imagina a loucuraO ser humano tá na maior fissura porque
Tá cada vez mais down in the high society
Down, down, down
The high society
Down, down, down
The high societyUi, gente fina é outra coisa, entende?
Down, down, down
High society
Down, down, down, down, down
High societyHoje não se fazem mais countries como antigamente, não é?
High society, high society, high society, high society
Down, down, down
High society
Down, down, down, down down
High societyAi que chique é o jazz, meu Deus
Compositores: Rita Carvalho / Roberto Zenobio Affonso De Carvalho
Down, down, down
High society
Down, down, down
Ah, Deus
A composição de Rita Lee e Roberto Carvalho foi gravada por Elis nos anos 80. Elis e Rita eram rivais, isso porque Elis dizia que o trabalho de Ria Lee era muito americanizado.
Mas em 1976, Rita foi presa por posse de maconha e a única pessoa que apareceu para visita-la, foi Elis Regina, a partir dai surgiu uma amizade forte entre elas.
Madalena

Ê Madalena
O meu peite percebeu
Que o mar é uma gota
Comparado ao pranto meuCerto
Quando o nosso amor esperto
Logo o sol se desespera
E se esconde la na serraÊ Madalena
O que é meu nao se divide
Nem tao pouco se admite
Quem do nosso amor duvideAté a lua
Compositores: Ivan Lins / Ronaldo Souza
Se arrisca no palpite
Que o nosso amor existe
Forte ou fraco
Alegre ou triste
A música retrata a dor de terminar um namoro, O compositor Ronaldo Souza tinha terminado um romance de 3 anos. Desolado, ele foi para Copacabana onde olhando para o mar surgiu a letra da canção. A música foi um grande sucesso na voz de Elis.
Se for falar do talento unico e personalidade marcante da rainha da MPB vamos levar a vida inteira falando dela, porque a pimentinha sem duvida foi a maior voz deste país, e não importa quanto tempo passe, Elis é unica para sempre.
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