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43% das pessoas na classe D e C optam por deixar a escola para sobreviver

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Ter acesso à educação está deixando de ser um direito e passando a ser privilégio no Brasil, principalmente entre os mais pobres. É isso que indica a pesquisa realizada em 2020 pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e endossada mais recentemente pelo levantamento Go2Mob/FirstCom Pós-Vacina Covid-19 divulgado nesta quarta-feira, 5.

Os dados apresentados por esta segunda pesquisa mostram que, na pandemia, 43% dos indivíduos pertencentes às classes C e D escolhem deixar a escola para ajudar financeiramente no lar. Na primeira edição da pesquisa, feita em março de 2021, esse número era de 31%.

A pesquisa ainda revelou que cerca de 50% dos entrevistados perderam o emprego após o início da pandemia e, desse grupo, 73% ainda não conseguiram se recolocar no mercado de trabalho.

Informações sobre o auxílio emergencial também foram coletadas. Cerca de 38% dos entrevistados revelaram que receberam o dinheiro, número menor que o registrado na primeira edição do levantamento, quando 46,9% obtiveram o recurso.

O uso do auxílio foi diversificado. Algumas pessoas disseram terem usado o dinheiro para comprar alimentos (31,1% dos entrevistados), pagar dívidas (11,4%), comprar remédios (9,8%) e produtos básicos de limpeza e higiene (9,5%). Ainda teve quem conseguiu usar o dinheiro com atividades de lazer (2,7% das pessoas) e até economizar o dinheiro (2,3%).

Qual é o impacto na economia Brasileira?

O abandono escolar traz impactos imensuráveis para o cidadão individualmente, mas também acarreta em prejuízos na economia de toda a sociedade.

43% das pessoas na classe D e C optam por deixar a escola para sobreviver
Fonte/Reprodução: original

Conforme o IBGE, órgão responsável pela pesquisa Pnad de 2020, aumentar o nível da escolaridade dos jovens e melhorar sua qualificação são coisas que, possibilitadas pela escola, podem ampliar significativamente a facilidade para eles entrarem no mercado de trabalho. Isso também reduz os empregos considerados de baixa qualidade e alta rotatividade,

Qual é a previsão para o futuro?

A pesquisa Go2Mob/FirstCom Pós-Vacina Covid-19 também mostrou que, apesar do momento econômico desfavorável e da evasão escolar dos jovens, as pessoas ainda estão otimistas sobre o futuro. Dos participantes do levantamento, 68,6% disseram que acreditam que a situação econômica do país vai melhorar depois da vacinação completa das pessoas e com o fim da pandemia.

Ainda teve também os que disseram que creem em mudanças significativas, 27% dos participantes, e 4,4% acreditam que a situação vai piorar. Apenas quando a vacinação estiver perto de se completar e a pandemia passar é eu teremos um cenário mais claro sobre o futuro.

Quem realizou o estudo?

O estudo foi feito pela Go2Mob e pela FirstCom Comunicação. A Go2Mob é uma empresa que oferece soluções mobile integradas para geração de negócios. Ela pertence a SupportComm que, por sua vez, oferece soluções e tecnologia em telecomunicações. Já a FirstCom Comunicação é uma empresa que desenvolve estratégias de comunicação com o intuito de engajar marcas e consumidores.

Esta segunda edição da pesquisa, divulgada ontem, foi realizada no período de 30 de setembro e 1º de outubro do ano passado. Foram entrevistados pouco mais de 4500 brasileiros das classes C e D de todos os estados e também do Distrito Federal. As respostas foram recolhidas por meio eletrônico, através do celular.

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