Neste vídeo e texto vou falar especialmente sobre os cuidados que devemos ter com os sextos anos.
Atividades
6 ano – Cuidados ao trabalhar com os sextos anos
O sexto ano representa uma mudança muito significativa para a vida dos alunos. Eles estão vindo do Ensino Fundamental I, cuja estrutura é bem diferente do Ensino Fundamental II.
Agora, são professores diferentes para cada disciplina, horários segmentados, disciplinas simultâneas. Agenda de provas, atividades, trabalhos e tarefas. O professor já não fica tanto tempo na sala de aula, o atendimento passa a ser menos individualizado.
Por isso, é preciso que se haja cuidados específicos ao trabalhar com os sextos anos. Não é uma mudança simples. E ela acontece em uma época da vida dos jovens salpicada por outras mudanças, umas mais superficiais, outras mais profundas.
Síndrome do sexto ano
A chamada “síndrome do sexto ano”, bastante comentada entre os professores, nada mais é do que um sintoma dessa mudança: os alunos ficam aéreos, distraídos, brincalhões, indisciplinados. A sensação, para eles, é que a escola está bem diferente do que conheciam até há poucos meses.
Os alunos do sexto ano ainda não amadureceram o suficiente para se desvincularem da necessidade de um professor condutor de turma. Antes, regidos por um ou dois professores, as regras eram estabelecidas e seguidas de perto.
Estranhamentos do aluno do 6 ano
Na nova organização os professores passam pouco tempo dentro das salas de aula, os conteúdos são mais fragmentados e as atividades mais longas geralmente são feitas em casa. Essas facilidades encantam e distraem. É uma nova rotina, com novas responsabilidades.
As primeiras semanas são as mais delicadas. Os alunos chegam ainda no ritmo do ano anterior, acostumados com uma rotina que não mais existirá. É nesse momento que a equipe pedagógica da escola, em conjunto com os professores, atuará com bastante atenção.
Acolhida no Sexto Ano
Muitas conversas sobre a nova rotina, momentos de acolhida, explicações sobre a organização das disciplinas e das atividades, e coleta de relatos dos alunos sobre o que sentem nessa nova etapa são algumas das atividades que poderão ser realizadas.
Os alunos precisam se sentir ouvidos, recebidos e compreendidos. Afinal, ninguém gosta de ser inserido de forma mecânica em uma estrutura que sequer conhece ainda, não é mesmo?
Em seguida, é hora de se fazer uma avaliação diagnóstica sobre os alunos e as turmas. Não se trata de uma prova a ser aplicada, longe disso! Essa avaliação consiste em identificar o grau de conhecimento das competências que os alunos trazem, elaborando um panorama de cada turma.
Poderão ser aplicados pequenos testes, atividades ou até mesmo exercícios orais. O objetivo não é dar nota, mas sim estabelecer um quadro geral sobre os pré-requisitos que precisam ser trabalhados com as turmas. Mas essa avaliação diagnóstica para ser completa precisa também levar em conta os comportamentos e autonomia dos alunos.
Muitos alunos durante o Fundamental I ainda caminham apoiados no auxílio permanente dos professores, que dedicando-se exclusivamente á uma única turma, conseguem dar um apoio mais individualizado. Agora, no Fundamental II, as coisas são diferentes. Avaliar o nível de autonomia desse aluno garante que, com o passar dos meses, ele consiga desenvolver suas atividades sem nenhum prejuízo ao seu aprendizado.
Com base nos resultados, é hora da equipe pedagógica traçar estratégias para o ano. Ao se conhecer o perfil da turma, fica mais fácil pensar de que forma poderão ser aplicadas as avaliações, quais alunos precisarão de um acompanhamento mais próximo e principalmente, de que forma os professores poderão desenvolver as atividades dentro de sala de aula.
Um dos cuidados ao se trabalhar com os sextos anos que não pode ser deixado de lado é a constante ponte que se deve construir entre a família do aluno e a escola. Os pais trarão para a equipe pedagógica as impressões sobre como o aluno tem reagido do lado de fora.
Além disso, a escola mantém os pais informados sobre o comportamento e o rendimento dos filhos. Como se trata de uma época delicada – a pré-adolescência – toda atenção é pouca. É importante acompanhar de perto e dividir as impressões.
A mudança ocorrida na vida do aluno é significativa, não podemos ignorar os impactos a longo prazo e seus resultados na condição emocional do estudante. Trata-se de uma fase em que muitas famílias também incentivam a independência do aluno, permitindo que eles se dirijam sozinhos à escola, cuidem de suas próprias rotinas e se organizem. Eles não se sentem mais vigiados, e isso faz com que alguns não sintam que precisam levar os estudos tão a sério.
A escola precisa também se programar para atender aqueles alunos que não conseguiram se adequar à nova organização ao longo do ano. Muitos deles precisam de reforços e explicações mais detalhadas. Tudo isso deve ser previsto e organizado com antecedência.
É importante que a escola se organize para receber essas novas turmas. Estabelecer rotinas, explicar as regras e prever as conseqüências deve fazer parte do diálogo entre professores, equipe pedagógica, pais e alunos durante todo o ano. Um ano letivo mais tranqüilo garantido pela transição planeja e segura certamente é o objetivo de todos. Depois, é só avançar para o sétimo ano!
Vídeo sobre 6 ano – Cuidados com o sexto ano
Cuidados ao trabalhar com os sextos anos: desafios do sexto ano, transição do ensino fundamental, acolhida e pais na escola.
Abaixo, o vídeo do professor Felipo Bellini falando sobre 6 ano – Cuidados com o sexto ano:
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Youtube do professor Felipo Bellini: https://bit.ly/2Oq3aPL







