Pesquisar

10 lendas Indígenas brasileiras – lendas da Amazônia

10 lendas Ind%C3%ADgenas brasileiras lendas indigenas da Amaz%C3%B4nia 3 Mapinguari 10 lendas Indígenas brasileiras - lendas da Amazônia

Olá amigos, hoje estamos trazendo aqui no demonstre mais um post de lendas, desta vez lendas indígenas brasileiras. O Brasil é repleto de lendas e contos indígenas, na maioria das vezes lendas assustadoras e bizarras. Que tal conhecer as histórias da Mantinta pereira, Mapinguari, Muiraquitã a Jurupari e muito mais.

10 lendas Ind%C3%ADgenas brasileiras lendas indigenas da Amaz%C3%B4nia destaque 10 lendas Indígenas brasileiras - lendas da Amazônia

Neste post separamos algumas lendas indígenas brasileiras e lendas indígenas da Amazônia, esta que é um lar enorme e misterioso (como seu próprio tamanho), de lendas e contos realmente assustadores, curiosos e extremamente bizarros. Lendas que tem raízes antigas, vindas de varias gerações e das tribos antigas de índios.

Essas lendas são contadas geralmente em rodas de conversas ou a beira do rio. São lendas ótimas para contar aos seus amigos, filhos ou alunos. Para você que é professor é uma ótima dica de contar algumas dessas histórias em sua aulas sobre a Amazônia.

Confiram logo a baixo 10 lendas indígenas brasileiras e lendas indígenas da Amazônia que separamos aqui para você no Demonstre. Algumas que talvez Você nem conhecesse

1 – Lendas Indígenas da Amazônia – Matinta Pereira

Esta lenda conta que à noite, um assobio agudo perturba o sono das pessoas e assusta as crianças, e o dono da casa deve prometer tabaco ou fumo: “Matinta, pode passar amanhã aqui para pegar seu tabaco.”

No dia seguinte uma senhora idosa aparece na residência onde a promessa foi feita, para buscar o fumo prometido. Esta senhora se transforma todas as noites numa criatura assustadora e pode ter duas formas: com ou sem asas. A criatura com asas pode se transformar num pássaro e voar ao redor da casa a ser assombrada. A criatura sem asas anda sempre acompanhada de um pássaro, considerado agourento, e identificado como sendo “rasga-mortalha”.

Dizem que quando Matinta está para morrer, pergunta: “Quem quer? Quem quer?”, e se alguém responder “eu quero”, pensando em se tratar de alguma herança de dinheiro ou jóias, recebe na verdade a maldição de ser Matinta Pereira.

10 lendas Ind%C3%ADgenas brasileiras lendas indigenas da Amaz%C3%B4nia 1 Matinta Pereira 10 lendas Indígenas brasileiras - lendas da Amazônia

Poema: Matinta Pereira – Conceição Gomes

Nosso primeiro poema da lista e de autoria da Conceição Gomes. A poetisa conta com delicadeza a história desta personagem maravilhosa da lenda indígena.

A Matinta pereira Pereira

No Igarapé-Açu de Cima Onde eu me vi menina Corria a lenda faceira Da tal matinta pereira Não sei se era verdade Ou do povo só maldade Diziam que um grande pecado Não confessado e não pago Faziam um pobre coitado Pagar com um grande fado A tal matinta pereira Gostava da escuridão Só assobiava na sexta-feira Naquele fim de mundão O assobio era soturno E de modo arrepiante No silêncio do noturno Deixava um ser fraquejante Eu lhes digo com certeza Eu não vi, mas ouvi E também pude sentir Sua presença sem beleza Foi numa sexta-feira Escura que nem breu Eu e meu santo pai Chamado de Seu Santeiro Fomos ver nossas galinhas No velho e bom galinheiro Uma raposa sestrosa Andava por lá esperta Querendo fazer um banquete Com nossas lindas penosas Ficamos eu e meu pai Quietinhos, mas de tocaia Esperando que a raposa Voltasse pra sua laia E naquela escuridão Eu pensava essa é a hora Dona matinta pereira Vai assobiar agora Pois não é que de repente Na escuridão silente Ouvimos o tal assobio De causar grande arrepio Meu pai mais que depressa Me pegou pela mão Fugimos rápido à bessa Correndo na escuridão Entramos em casa ofegantes Minha mãe tava de pé Foi preparar um calmante

Um bom e gostoso café.

Conceição Gomes

A Cobra grande é uma lenda amazônica que fala de uma imensa cobra, também chamada Boiuna, que cresce de forma desmensurada e ameaçadora, abandonando a floresta e passando a habitar a parte profunda dos rios. Ao rastejar pela terra firme, os sulcos que deixa se transformam nos igarapés.

Conta a lenda que a cobra-grande pode se transformar em embarcações ou outros seres. Aparece em numerosos contos indígenas. Um deles conta que em uma certa tribo indígena da Amazônia, uma índia, grávida da Boiúna, deu à luz a duas crianças gêmeas. Uma delas, má, atacava os barcos, naufragando-os.

Em seguida temos uma musica, que fala sobre a monstruosa cobra gigante que assusta os rios da Amazônia. Vale apena conferir o vídeo com o áudio da musica.

Boiúna

Do submundo das profundezas

velas negras sudários da escuridão flutua no bojo sombrio mastros de ossos cortam os ventos e a névoa

a barca fantasma navega a assombrar

faróis , vitrais enigmáticos , lampejam ao luar banzeiros naufragam embarcações a boiúna , o enigma

o mistério da noite virá encantar

Vem no remanso soturno nos aningais a fera das águas rasteja seus olhos de fogo encandeiam na escuridão

a dona da noite virá

escamas de sucurijú , fogo no ar avança sobre os igapós , a devorar emerge a anaconda boiaçú

a dama das águas

Boiúna ! emerge das águas Boiúna ! ceifadora de almas

anaconda , cobra grande , boiuna sucurijú

3 – Lendas indígenas da Amazônia – Mapinguari.

Parece que em qualquer lugar onde há uma floresta, há também contos de um grande animal bípede à espreita. Na América do Norte é o Pé Grande, nos Himalaias, o Yeti, e, na Amazônia, o Mapinguari.

O Mapinguari é, no entanto, mais assustador que seus semelhantes: ele persegue agressivamente humanos caçadores, em vez de correr e se esconder. Além disso, suas descrições são bastante bizarras, incluindo ter pé de tatu virado para trás, um único olho e uma boca escancarada em seu estômago. Embora haja discordâncias sobre sua aparência, todos dizem que ele é alto, tem cheiro de morte e alho, e uma pele grossa e impenetrável.

10 lendas Ind%C3%ADgenas brasileiras lendas indigenas da Amaz%C3%B4nia 3 Mapinguari 10 lendas Indígenas brasileiras - lendas da Amazônia

Poema: Mapinguari – Jose Pereira dos Santos

O poema seguinte da autoria de Jose Pereira dos Santos, traz as características desse personagem tão famoso na Amazônia.

Mapinguari

O bicho é gigante e peludo,

Com apenas um olho na testa:

A boca na altura do umbigo.

Sua morada é a densa floresta.

Para uns, é igual couro de jacaré,

O que cobre corpo da criatura,

Outros dizem ser coberto de pelo,

Mas de cascos de tartarugas,

É feita a sua armadura.

Conta-se que o animal é feroz,

Não teme sequer; caçador!

Pois o aço do cano espingarda,

Num sopro, dilata sem usar calor.

Dizem que os pés do Mapinguari,

Tem formato de mão de pilão.

Quando ele anda pela mata

Deixa um rastro de destruição.

O Mapinguari emite um som

Semelhante ao grito do caçador;

Se algum desavisado responder

Ele tira-lhe a vida sem temor.

Dizem que a fera só foge,

Se um bicho preguiça aparecer.

Considerado seu parente pré-histórico

Este medo ninguém consegue entender.

Jose Pereira dos Santos

4 – Lendas Indígenas brasileiras – Lenda do Uirapuru

O pássaro de pluma vermelha e canto maravilhoso é atingido pela flecha de uma donzela apaixonada, transformando-se num belo e forte guerreiro. Porém, um feio e aleijado feiticeiro enciumado, possuidor de uma flauta encantada, através de sua linda música faz com que o jovem desapareça, restando somente sua bela voz na mata. Dificilmente vemos o uirapuru, mas ouvimos com freqüência seu canto inédito.

Único do mundo, misteriosa ave de canto lendário, quando o Uirapuru canta, todas as outras aves ao redor se calam e quem ouvir sentirá muita paz.

Poucos dizem ter conseguido ver e ouvi-lo cantando, porém descrevem sua plumagem de formas diferentes, confirmando assim uma Lenda que diz, “quando ele permite que o vejam”, aparece sempre disfarçado para confundir com outras aves.

10-lendas-indc3adgenas-brasileiras-lendas-indigenas-da-amazc3b4nia-4-uirapuru-5749604

Poema: Uirapuru – Jose Pereira dos Santos

Mais um poema de Jose pereira dos Santos, esse sobre o passaro que só canta em apenas 15 dias do ano.

Uirapuru-verdadeiro

Uma ave de plumagem simples

Tamanho quase insignificante,

Alegra toda a floresta

Com seu canto exuberante.

Um pássaro quase invisível,

Som que alegra o coração.

Produz notas maravilhosas

Próximas da perfeição.

A voz longa e melodiosa

Determina nobre intenção.

Atrair para o acasalamento,

Da fêmea chamar a atenção.

Porém o canto curto e forte

Embora exerça fascínio,

Tem outro significado,

Território em domínio.

A floresta silencia,

Para ouvir este cantor

Ao som da bela melodia

Do uirapuru professor.

Jose Pereira dos Santos

5 – Lendas Indígenas da Amazônia – Pirarucu.

O pirarucu é um peixe de água doce enorme que pode crescer até três metros de comprimento e pesar mais de 200 kg. Suas escamas são grandes e rígidas o suficiente para serem usadas como lixas de unha, e sua carne é bastante valorizada. Os nativos acreditam que esse animal incrível, considerado uma iguaria, foi uma vez um guerreiro humano da tribo Uaias.

De acordo com o mito, Pirarucu era um bravo guerreiro, mas não tinha coração; era excessivamente vaidoso e orgulhoso de sua posição como filho do chefe. Ele criticava os deuses e, quando seu pai estava fora, assassinava moradores locais sem motivo.

Tupã (o “deus dos deuses”) se cansou desse comportamento e ordenou uma tempestade para derrubá-lo. Pirarucu estava pescando quando viu a tempestade vindo em sua direção, mas somente debochou dela. Enquanto os outros moradores correram de medo, um raio atingiu Pirarucu e jogou-o no rio Tocantins, onde ele foi transformado no peixe intimidante.

10 lendas Ind%C3%ADgenas brasileiras lendas indigenas da Amaz%C3%B4nia 5 Pirarucu 10 lendas Indígenas brasileiras - lendas da Amazônia

Poema: Pirarucu – Jose Pereira dos Santos

Mais um poema do Jose pereira, este que fala sobre o gigante de águas doces, uma lenda bem curiosa, sobre esse peixe que ainda não tá em extinção…

Pirarucu

O maior peixe de escamas,

Que na água doce se viu.

Presente em águas claras,

Habita em lagos e rios.

Nas águas calmas ele fica,

Não gosta de correnteza.

Pra comer prefere peixe,

É carnívoro por natureza.

Com grande valor nutritivo

Feito manta como bacalhau

Torna-se importantíssimo,

Para a culinária regional.

Geralmente durante a seca,

Formam casais e fazem ninho.

Porém reproduz na enchente;

O macho com grande carinho.

Por aproximadamente seis meses

Tem que proteger os filhotinhos

Eles nadam em torno do pai.

Até que se defendam sozinhos.

O pirarucu aqui na Amazônia

Está ameaçado de extinção.

Para evitar a ação predatória,

Tem pesca proibida na região.

A produção em cativeiro

Veio como boa solução.

Mantem e melhora a espécie

Pelo manejo e reprodução.

Dá excelente rendimento,

Virou produto de exportação.

Jose pereira dos Santos

WhatsApp Image 2018 03 27 at 23.25.38 5 10 lendas Indígenas brasileiras - lendas da Amazônia WhatsApp Image 2018 03 27 at 23.25.38 6 10 lendas Indígenas brasileiras - lendas da Amazônia WhatsApp Image 2018 03 27 at 23.25.38 4 10 lendas Indígenas brasileiras - lendas da Amazônia WhatsApp Image 2018 03 27 at 23.25.38 3 10 lendas Indígenas brasileiras - lendas da Amazônia WhatsApp Image 2018 03 27 at 23.25.38 2 10 lendas Indígenas brasileiras - lendas da Amazônia
WhatsApp Image 2018 03 27 at 23.25.37 10 lendas Indígenas brasileiras - lendas da Amazônia WhatsApp Image 2018 03 27 at 23.25.37 4 10 lendas Indígenas brasileiras - lendas da Amazônia WhatsApp Image 2018 03 27 at 23.25.37 3 1 10 lendas Indígenas brasileiras - lendas da Amazônia WhatsApp Image 2018 03 27 at 23.25.38 10 lendas Indígenas brasileiras - lendas da Amazônia WhatsApp Image 2018 03 27 at 23.25.37 3 10 lendas Indígenas brasileiras - lendas da Amazônia

Captura de tela 2018 06 01 16.47.09 10 lendas Indígenas brasileiras - lendas da Amazônia

6 – Lendas Indígenas brasileiras – Mandioca.

A mandioca é uma raiz cuja origem é explicada a partir de uma menina chamada Mani que foi enterrada numa oca. Mani, neta do cacique, era muito querida pela sua tribo. Tendo falecido durante o sono, um dia pela manhã sua mãe a encontrou morta com um sorriso descansado e encantador.

A menina foi enterrada na oca onde vivia. Inconsolável com a perda, sua mãe chorava a umedecia a terra com as suas lágrimas da mesma forma como se ela estivesse sendo regada.

Nesse local, nasceu uma planta diferente, a qual a mãe passou a cuidar, até que um dia cavou a terra ao notar que a mesma estava ficando rachada. Ela tinha esperança de que sua filha estivesse renascendo. Ao cavar a terra, a mãe descobriu a raiz, hoje conhecida como mandioca.

10-lendas-indc3adgenas-brasileiras-lendas-indigenas-da-amazc3b4nia-6-mandioca-9639346

Poema: A lenda da Mandioca – Jerson Brito.

Neste poema de Jerson Brito ele conta a história da raiz mais popular de todo o brasil.

Numa tribo certa vez Ocorreu a gravidez Da filha de um cacique Sendo ela não casada De pronto, é interpelada Para que ao pai se explique”Com ninguém tive contato Nunca pratiquei o ato” Insistia a indiazinha Pro seu pai era maldita Pois nela não acredita Que sina a da pobrezinhaUm sonho o chefe tem Uma voz a ele vem: “Na filha creia, meu caro” Transcorrida a gestação É menina, que emoção O bebê branquinho, claroO espanto foi geral Porque era especial De cor incomum ali Pr’aquele bebê nascido Um nome foi escolhido Batizaram de ManiJá era muita surpresa A pele alva, pureza Que a neném apresentava Não bastasse, já sabia Caminhar, quando nascia Ademais, também falavaAinda com tenra idade Ano e pouco, que maldade Aquela pobre inocente Sem doença, sem razão Prostrou-se naquele chão

E dormiu eternamente

Uma morte fulminante Sem aviso, num instante Para aldeia grande abalo Na própria oca enterrada Seu sepulcro a mãe amada

Todo dia ia regá-lo

Algum tempo se passou No dito lugar brotou Vegetal desconhecido Aquela terra escavaram Contudo não encontraram

O corpo do ser querido

De novo, a tribo se espanta Raízes grossas da planta Naquele solo surgiram Por fora casca marrom Miolo de branco tom

Assustados, ele viram

Cozinharam as raízes E, provando, bem felizes Bradaram: “isso é presente Por Tupã foi enviado Merece ser celebrado

Pois mata a fome da gente”

A homenagem foi feita A menininha a eleita Sua memória se enfoca Na oca a raiz nasceu Dessa forma recebeu

Este nome: “Manioca”

Jerson Brito

Muiraquitã é o nome dado pelos índios a pequenos amuletos trabalhados em forma de animal, geralmente representando sapos. São feitos de pedras de cor verde, ou de minerais como a nefrita. A lenda afirma que o muiraquitã era oferecido como presente pelas guerreiras Icamiabas (que significa “mulheres sem marido”) aos homens que visitavam anualmente a sua taba, na região do Rio Nhamundá.

Uma vez por ano, durante a festa dedicada à lua, as Icamiabas recebiam os guerreiros Guacaris, com os quais se acasalavam como se fossem seus maridos. À meia- noite, elas mergulhavam nos rios e traziam às mãos um barro verde, ao qual davam formas variadas: de sapo, tartaruga e outros animais, e presenteavam seus amados.

Retirado ainda mole do fundo do rio e moldado pelas mulheres, o barro endurecia ao contato com o ambiente. Os objetos eram, então, enfiados em tranças de cabelos das noivas, e usados como amuleto pelos guerreiros.

10-lendas-indc3adgenas-brasileiras-lendas-indigenas-da-amazc3b4nia-8-muiraquitc3a3-3809580

Nosso próximo poema é de autoria da Roseane Ferreira. O poema fala deste amoleto indígena que traz felicidade, sorte e também cura a quase todas as doença de quem o possui.

Muiraquitã

Simboliza a fertilidade Muiriquitã: proteção e sorte Quem porta o sente de verdade

Vindo das mãos de índias fortes

Icamiabas não tinham maridos Na festa da Lua se davam as guerreiras Aos Guacaris índios fortes escolhidos

Festa de Iaci durava dias inteiros.

Após acasalar ao Iaci-Uaruá iam Nas águas serenas banhavam-se ao Luar Em ritual do fundo do lago traziam

Punhado de barro para seus pares presentear.

Contam que ao contato do vento e luz secavam E em imagem o barro se tornava Enfiados em cabelos elas os entregavam

Para os Índios prêmio e proteção significava

Deu-se o nome de Muiraquitã Que tradução exata não há Alguns chamam “nó de pau” o talismã

Ou pedras verdes vindas do Uaruá.

Mistério amor, raça e energia. Guarda a lenda de Iaci-Uaruá Festa anual da lua, fertilidade no ar.

Amor ao luar, lenda e poesia!

Roseane Ferreira

8 – Lendas Indígenas brasileiras – A lenda do Guaraná

Um casal de índios pertencente a tribo Maués, vivia junto por muitos anos sem ter filhos mas desejava muito ser pais. Um dia eles pediram a Tupã para dar a eles uma criança para completar aquela felicidade. Tupã, o rei dos deuses, sabendo que o casal era cheio de bondade, lhes atendeu o desejo trazendo a eles um lindo menino.

O tempo passou rapidamente e o menino cresceu bonito, generoso e bom. No entanto, Jurupari, o deus da escuridão, sentia uma extrema inveja do menino e da paz e felicidade que ele transmitia, e decidiu ceifar aquela vida em flor.

Um dia, o menino foi coletar frutos na floresta e Jurupari se aproveitou da ocasião para lançar sua vingança. Ele se transformou em uma serpente venenosa e mordeu o menino, matando-o instantaneamente.

A triste notícia se espalhou rapidamente. Neste momento, trovões ecoaram e fortes relâmpagos caíram pela aldeia. A mãe, que chorava em desespero, entendeu que os trovões eram uma mensagem de Tupã, dizendo que ela deveria plantar os olhos da criança e que deles uma nova planta cresceria dando saborosos frutos.

Os índios obedeceram aos pedidos da mãe e plantaram os olhos do menino. Neste lugar cresceu o guaraná, cujas sementes são negras, cada uma com um arilo em seu redor, imitando os olhos humanos.10-lendas-indc3adgenas-brasileiras-lendas-indigenas-da-amazc3b4nia-8-guarana-1545179

Poema: A lenda do Guaraná – Fabiano Timbó.

Veja este poema que conta a história dessa lenda bizarra. Escrito por Fabiano Timbó.

A Lenda do Guaraná

Um belo casal de índios De forte tribo Manués Viviam na paz e amor Dia todo nos cafunés Só um defeito tinham Por mais que eles queriam

Ficavam no arrastapés.

Um dia estes ameríndios Pediram ao seu deus Tupã Uma linda criança Para alegrar a manhã O dia, tarde e noite Não levaria açoite

Da tribo era o talismã.

O menino ficou lindo Crescido, bom e amoroso Chamava até atenção Por ser tão maravilhoso, Mas quando mal aparece O firmamento estremece

Com Jurupari invejoso.

Este diabo mal fazejo Resolveu o índio matar Aquela pobre criança Sem um sinal demonstrar Transformou-se numa cobra Escondeu-se como corda

Pra aquela criança calar.

Jurupari esperou A criança apareceu Caminhando no mato Não viu quem lhe mordeu Esmoreceu e ali caiu Agonizando grunhiu

Sem muito sofrer morreu.

Deus Tupã enfurecido Começou trovões soltar Relâmpagos na aldeia Todos a desesperar A mãe logo percebeu A mensagem de seu deus

E foi logo revelar.

Ordenou a aldeia de índios Que eles fossem a orta plantar Olhos daquele menino Para esperar enraizar Assim eles procederam Daqueles olhos nasceram

Poderoso guaraná.

O guaraná é uma planta Forte e bem poderosa A mulher gosta de usar Para ficar preciosa O homem fica vistoso Forte muito poderoso

Mesmo sendo amargosa.

Esta é a lenda que nos conta O poder do guaraná Todo mundo conhece E usa para trabalhar Aquele que desconhece Fraco e manso envelhece

Sem do pó experimentar.

Fabiano Timbó

9 – Lendas Indígenas brasileiras – Vitória-régia.

Maraí era uma jovem e bela índia, que amava muito a natureza e tinha o hábito de contemplar chegada da Lua e das estrelas. Nasceu nela, então, um forte desejo de se tornar uma estrela. Perguntou ao pai como surgiam aqueles pontinhos brilhantes no céu e, com grande alegria, soube que Jacy, a Lua, ouvia os desejos das moças e, ao se esconder atrás das montanhas, transformava-as em estrelas.

Muitos dias se passaram sem que a jovem realizasse seu sonho. Maraí resolveu, então, aguardar a chegada da Lua junto aos peixes do lago. Assim que ela apareceu, Maraí, encantada com sua imagem refletida na água, foi sendo atraída para dentro do lago, de onde nunca mais voltou.

A pedido dos peixes, pássaros e outros animais, Maraí não foi levada para o céu. Jacy transformou-a em uma bela planta aquática, que recebeu o nome de vitória-régia (ou mumuru), a estrela dos lagos.

10-lendas-indc3adgenas-brasileiras-lendas-indigenas-da-amazc3b4nia-9-vitc3b3ria-rc3a9gia-2980207

Poema: Vitória-Régia – Maria dos Santos.

O poema que segue é de autoria da Maria dos santos. Onde ela fala da linda Índia que virou flor.

Vitória-Régia

Naiá, uma linda guerreira, Índia tupi-guarani, Sonhava a vida inteira, Ir ao encontro de Jaci.E a deusa lua (Jaci), Quando, à noite, surgia, Enchia as tabas de luz, E as índias de alegria.Beijava sempre as índias, As mais belas da aldeia, E sua luz se refletia,

Nos lagos e na areia.

Oculta atrás das montanhas, As índias que iam vê-la, Eram ali transformadas,

Uma por uma, em estrela.

Ficavam todas tão lindas, Brilhando no firmamento, Que elas todas queriam

Viver aquele momento.

Naiá, a virgem guerreira, Vivia sempre a sonhar, Com o dia em que Jaci,

Viesse lhe encontrar.

E esse encontro, então Mal podia esperar! Queria virar estrela,

E a tribo iluminar.

À noite, a bela guerreira, Cavalgava sem parar, Subia até as montanhas,

Por Jaci a procurar.

E a lua não encontrava… E a dor tomava-lhe o peito. Não comia e nem bebia,

Nem pajé lhe dava jeito.

Um dia, à margem do lago, Parou e foi descansar… Então notou que na água,

A lua estava a brilhar!

Uma emoção tão forte O encontro lhe causou, Naiá  se atirou ao lago,

E, no fundo, se afogou!

A lua, compadecida, Com o coração dolente, Transformou a bela índia,

Numa estrela diferente.

No céu estão as estrelas, A brilhar, no firmamento, Mas Naiá brilha nas águas,

É puro encantamento!

Uma planta muito bela, De linda flor, com perfume Faz com que outras estrelas,

Morram de tanto ciúme.

Vitória-régia, a planta Com as flores perfumadas, À noite, abrem, são brancas,

Pela manhã são rosadas.

Maria dos Santos

Jurupari é a figura que aparece nas lendas tupis e também no folclore de tribos indígenas das mais diversas procedências. Ele é o legislador, filho de uma virgem, concebido por meio do sumo do mapati (imbaúba-de-cheiro) quando ela comia essa fruta no dia em que sua ingestão era rigorosamente proibida às donzelas. Jurupari foi o mensageiro do Sol na Terra, cujos costumes começou a reformar a fim de encontrar nela uma mulher tão perfeita que fosse digna de casar com o astro-rei. Mas não encontrou até hoje uma criatura nessas condições, e provavelmente não a encontrará jamais, mas apesar disso prossegue em sua busca porque essa é a missão que lhe foi confiada.

Diz a lenda que se deve a Jurupari uma série de benefícios para o sexo masculino. Quando chegou à Terra o governo aqui era exercido pelas mulheres, mas ele o transferiu para os homens alegando que o matriarcado contrariava as leis do Sol. E para que os do sexo masculino se tornassem independentes das do sexo feminino, instituiu grandes festejos em que nenhuma mulher poderia tomar parte, e segredos que somente eles poderiam conhecer. Os usos, leis e costumes que o herói solar criou são obedecidos até hoje por várias tribos da bacia amazônica.

a-lenda-de-jurupari-7607674

Poema: O Jurupari – professora Fatuca.

este é o ultimo poema da nossa lista, onde a professora Fatuca escreve sobre essa criatura Horripilante que assustava os indígenas com visões.

O Jurupari

Quem já não teve um dia

Sonhos pavorosos ao dormir

Os temidos pesadelos

Que deles gostaríamos de fugir?

Pois os indígenas acreditam

Ser Jurupari em ação

Assustando aos humanos

Com suas maléficas visões!

É ele um ser estranho

Do humano perseguidor

Deu poder ao homem na terra

E no sono lhe causa pavor!

Muitos o confundem

Com o espírito Anhagá

Protetor dos animais terrestres

Que nas florestas vive a habitar!

Dizem ser ele o mensageiro do Sol

Foi encarregado de na terra encontrar

Uma mulher mais que perfeita

Pra com o Astro-Rei se casar!

Mas até agora nenhuma na terra

Por Jurupari foi eleita

Pra ser a esposa  do Astro- Rei

Essa mulher tão perfeita!

É ele fruto da desobediência

E pra ação indígena um legislador

Muitos costumes e leis nas tribos

Foi Jurupari o criador!

Professora Fatuca.

Obrigado por ler ate aqui!

É realmente assustador saber que os povos acreditam nessas criaturas gigantes da amazônia, e nessa outras curiosas lendas. Espero que tenha gostado. comente ai em baixo outras dicas de post que podemos criar aqui no Demonstre.

CATEGORIAS

ATIVIDADES RELACIONADAS

Receber novos membros e visitantes com uma dinâmica de boas...

As dinâmicas para catequese tem a função de unir pessoas...

Dinâmica das Transformações Químicas ocorrem quando há alteração na constituição...

CATEGORIAS

POSTS RELACIONADOS

Receber novos membros e visitantes com uma dinâmica de boas...

As dinâmicas para catequese tem a função de unir pessoas...

Dinâmica das Transformações Químicas ocorrem quando há alteração na constituição...

Neste post, você encontrará diversas dinâmicas evangélicas células que com...

A dinâmica sobre Jesus é uma atividade voltada para a...

Mais um ano acabando e o Demonstre trás uma lista...