A Arte do Desenho: Um Guia Completo para Iniciantes

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A arte do desenho é uma das melhores formas de expressão que os seres humanos desenvolveram. Dentro de vários traços, várias mensagens são registradas e passadas adiante com diferentes objetivos desde o começo dos tempos.

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Seja para representar um personagem que você gosta ou simular a reação de uma ação no mercado financeiro, o fato é que os desenhos são muito úteis para o nosso cotidiano. Através deles, podemos treinar nossas capacidades mentais e transmitir ideias que por palavras não seriam tão bem representadas.

Por isso, para você que deseja entender a arte do desenho e viver disso (ou apenas criar um hobbie) este artigo contém um guia com todos os conhecimentos básicos para sua jornada. Leia-o com muita calma e aproveite os raciocínios transmitidos!

A importância da expressão artística através do desenho

Os desenhos são representações de ideias do mundo em traços. Isso implica que podemos utilizar dos desenhos para demonstrar nossas interpretações com ou sem palavras. A riqueza disso se concentra na quantidade de informações interessantes que uma obra pode carregar.

Através dos desenhos, os adultos podem ensinar como as crianças podem entender o mundo e representar esse entendimento na folha de papel. Isso é crucial para uma boa formação infantil e a auxilia a desenvolver diversos mecanismos que a acompanharão na vida adulta.

Caso o foco não seja o público infantil, não há problema, visto que, independente da faixa etária ou temática, a principal característica dos desenhos será sempre a versatilidade para a transmissão de ideias. 

Ao mesmo tempo que existem obras que emocionam artistas, existem aquelas que retratam momentos históricos, vitoriosos e diversos outros. Desenhos gráficos, para o pessoal da matemática, por exemplo, servem para expressar informações de uma maneira mais simples e prática para os espectadores.

Fundamentos do desenho

Conforme já comentado, o principal objetivo da arte do desenho é capacitar alguém a expor ideias através do desenho. Por isso, existem alguns fundamentos que estão presentes em qualquer tipo de desenho para guiar os criadores a construírem obras consistentes e capazes de expressar suas ideias. Seguem os fundamentos:

  • Domínio de formas e linhas;
  • Luz e sombra;
  • Perspectiva;
  • Anatomia;
  • Cor;
  • Composição.

Você pode pensar nesses itens como as regras fundamentais para qualquer obra. Todo desenho utilizará desses elementos para compor suas ideias e, por isso, será o foco principal da nossa análise. Através dessas compreensões, o desenhista terá total autonomia para testar seus próprios estilos e entender o que outros artistas executaram em suas obras.

A história do desenho

Podemos dizer que a origem dos desenhos data desde as primeiras espécies humanas devido à necessidade natural de se comunicar. Por isso, diversas gravuras eram feitas nas paredes de cavernas com o objetivo de transmitir mensagens aos moradores do lugar.

A evolução dos materiais para a execução de desenhos também deve ser levada em conta durante o estudo da história dos desenhos. Desde o uso da tinta rupestre à mão até a criação de canetas e lápis sofisticados para o traçar de linhas mais precisas são fatores fundamentais.

A criação do papel só possibilitou mais ainda o desenvolvimento da arte do desenho. Através desse material, as pessoas podiam criar e guardar suas criações e ter a possibilidade de consultar o que já foi criado. Os mapas utilizados para buscar por novas terras distantes nos tempos das grandes navegações também são grandes exemplos.

O desenho também tinha aplicações diferentes a depender do povo que se analisa. Enquanto na Mesopotâmia os desenhos tinham o teor de representar rotas e terras, no Egito as obras eram utilizadas para decorar templos e tumbas, o que as dava uma ideia sagrada.

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Podemos perceber que com o passar dos séculos, a forma de desenhar mudou bastante já que os materiais disponíveis variam junto com as necessidades de representações diferentes. No entanto, é interessante observar como a ideia de transmitir mensagens permaneceu intacta independente do período ou povo analisado.

Materiais e ferramentas essenciais de desenho

Com todo esse contexto histórico e desenvolvimento de técnicas, é notável a existência de materiais indispensáveis para os desenhos. São exemplos deles:

  • Lápis de qualidade, tanto para traços como para colorir;
  • Apontador;
  • Caneta nanquim;
  • Superfícies para desenhar;
  • Boas folhas.

Uma recomendação especial é que, para os desenhos para crianças, é recomendado utilizar materiais que facilitem a execução do desenho, como o lápis sextavado. Ele é mais fácil de segurar e por isso propõe um maior controle pela criança.

3 Técnicas básicas de desenho

Com todo esse contexto, para os iniciantes de desenho é interessante conhecer algumas técnicas interessantes para se introduzir aos diversos conceitos. Separamos para este momento as 3 que serão capazes de facilitar muito a vida.

Zentangle

Essa técnica consiste em estabelecer alguns padrões básicos para o desenho em um determinado espaço e, a partir deles, traçar artes únicas. É uma ótima técnica aos iniciantes tanto por possibilitarem o uso de sua criatividade ao máximo e exercitarem vários conceitos importantes para a evolução na área.

Para começar, basta desenhar uma figura geométrica de sua preferência e iniciar os desenhos conforme sua mente o guiar. A eficiência dessa técnica é tamanha que muitos utilizam como forma de meditação.

Desenho de Linha

Essa técnica consiste em iniciar o desenho com uma linha e terminá-lo com ela, fazendo curvas, cortes e vários outros movimentos necessários para a formação de uma figura. É bastante interessante para os iniciantes por exercitar o uso de traços e controle do lápis.

Pontilhismo

O pontilhismo é um pouco mais avançado, porém, pode ser realizado em padrões básicos. Essa técnica se trata de guiar todo o seu desenho com pequenos pontos e a partir disso criar a sua expressão. É possível utilizar essa técnica para introdução ao sombreamento, contraste, luz e outros elementos essenciais na arte do desenho.

Dominando as formas e linhas

Dominar as linhas e a criação de formas é a primeira etapa para a arte do desenho. Através desse aprendizado, a pessoa será capaz de desenhar com uma maior facilidade e, em paralelo, conseguirá exercer mais criatividade. 

Apesar de não existir uma receita de como desenhar, ter domínio sobre os movimentos que serão realizados o tempo inteiro, ou seja, formas e linhas, pode ser interpretado como a base para a construção de uma grande casa.

Linhas e contornos

As linhas e contornos são os fatores que baseiam todo o desenho. Enquanto as linhas são simplesmente os traços que a pessoa utiliza para o desenho, os contornos se tratam das linhas mais externas que contornam as formas.

Para as linhas e contornos, o mais recomendável é dedicar bastante tempo ao treinamento de segurar o lápis. Isso garante que menos borrões sejam feitos e o desenho, consequentemente, sairá mais limpo e com a ideia precisa.

Isso pode ser feito por meio de atividades de pintura como esta da série Apenas um Show, do canal Cartoon Network. Além de ser ótima para relembrar os bons tempos do desenho animado, a atividade permite que você desenvolva diversas noções sobre pintura e contorno.

Formas básicas e geometria

A geometria básica é outro ponto fundamental dos desenhos devido a sua capacidade de expressar diversas coisas que enxergamos no mundo. As principais formas geométricas iniciais são:

  • Quadrados;
  • Círculos;
  • Triângulos;
  • Retângulos.

Uma peça muito importante nessa história é o matemático grego Euclides, responsável por contribuir para o conhecimento das formas geométricas com sua obra “Os Elementos”. Com este livro, tanto a matemática como os desenhos puderam utilizar de uma série de regras. Para melhor observação das formas geométricas, experimente observar com mais atenção as linhas traçadas no meio de campo.

A aplicação das formas geométricas nos desenhos ocorre ao tomá-las como base para orientação da construção de algo. É bastante comum nos desenhos de anatomia, por exemplo, utilizar de pequenos círculos bem alongados para representar as articulações.

Composição e proporção

A composição do desenho trata a respeito da maneira de organizar as linhas, cores, pontos e todos os elementos que farão parte daquela obra. A proporcionalidade, por sua vez, é o fator essencial para garantir uma consistência de formas em sua obra, fator crucial para a arte do desenho. Os tamanhos das figuras precisam estar de acordo com a ideia que o seu desenho deseja passar e, por isso, merecem muita atenção.

Pense bem, alguém que deseja desenhar uma pessoa, por exemplo, sabe que nem todas as pessoas são iguais, certo? No entanto, ter noção da proporção da maioria dos braços humanos vai garantir que o desenhista seja capaz de desenhar qualquer um.

A proporcionalidade é um ponto muito importante. Veja que nos mangás, por exemplo, mesmo quando há monstros humanoides, os braços são gigantescos e cheios de detalhes, mas sempre são desenhados conforme o tamanho do monstro. 

Luz e sombra

Luz e sombra são conceitos extremamente importantes tanto para o embelezamento do desenho como para o destaque de algumas informações necessárias. Na arquitetura, por exemplo, é normal você perceber que as plantas das casas costumam ter linhas mais escuras do que outras.

Isso não é um erro de impressão, é intencional para comunicar diferentes cômodos ou áreas que não estão ao alcance de alguém que está naquele andar. As escadas, após um certo número de degraus, por exemplo, precisam ser desenhadas com linha tracejada para indicar que aqueles degraus estão no andar de cima.

Introdução à teoria da luz e sombra

A teoria da luz e sombra tem como objetivo estudar maneiras de utilizar as diversas técnicas de sombreamento ou iluminação. Geralmente, esse entendimento é necessário para expressar a existência de um espaço tridimensional no desenho. Inicialmente, é preciso saber de qual direção a luz virá.

Ao saber a direção que a luz vem, é totalmente possível ter noção dos pontos que precisam de uma iluminação mais intensa e os mais escuros. Junto a esse conhecimento, é interessante saber os dois tipos de luz existentes nos desenhos:

  • Luz direta (que atinge o objeto diretamente);
  • Luz difusa (que vem de várias fontes e não tem uma direção correta).

Pronto, a partir desses pontos você tem uma noção básica para começar seu estudo de sombras e pode produzir seus desenhos mais próximos à realidade. Outro conceito importante no estudo da teoria da luz é a respeito da escala tonal, que trata sobre o grau de tons que variam entre branco e preto. Os veteranos de desenhos costumam chamar isso de degradê e o conhecimento dessa escala é o ponto de partida para a criação de contrastes.

3 Técnicas de sombreamento e iluminação

Seguem abaixo três técnicas que podem ser usadas tanto para sombreamento como para iluminação. Claro que a escolha vai depender do objetivo de seu desenho no momento, mas todas as escolhidas foram pensadas para auxiliar os iniciantes em suas primeiras obras.

Chapado

O chapado é um efeito interessante porque contrasta as áreas mais escuras com as mais claras, não existindo assim um meio-tom. É ótimo para dar destaques e proporcionar um treinamento inicial para o iniciante na arte do desenho.

Sombreamento Suave

O sombreamento suave se trata de uma técnica interessante por ela ser executada através do leve traçado do lápis em movimentos circulares. Ela é uma ótima técnica para auxiliar no controle do lápis e proporcionar maior exercício dos conceitos da luz. Recomenda-se não executar essa técnica muito rápido para evitar borrões.

Sfumato (Esfumado)

Outra técnica bastante querida por iniciantes, o Sfumato tem a ideia de esfumar as marcas de lápis, ou seja, pequenas fumacinhas que resultam no sombreamento ao usar um material como cotonete ou mesmo os dedos.

Em um vocabulário mais técnico, significa gerar graduações entre as tonalidades. Foi uma técnica desenvolvida por Leonardo da Vinci e pode dar um aspecto bem mais bonito para as sombras. Só tome cuidado com o material usado para não comprometer a qualidade do desenho.

Criando profundidade e volume

Imagine que você seja um arquiteto que precisa desenhar uma fachada de uma casa. Ao observar e rascunhar, percebe-se que existe um elemento na parte de trás da construção, bem longe, mas ainda visível. Como comunicar isso no desenho?

Para isso, o seu desenho precisará ter uma iluminação mais forte nos pontos em que supostamente estão mais próximos na visão escolhida. Dessa maneira, o leitor entenderá que as partes mais escuras são as mais adiantadas da casa e terá melhor noção do que fazer.

Em paralelo a isso, você resolveu desenhar o seu mangá e, durante uma cena, um personagem explodiu uma bomba e deixou uma grande cratera no chão. Como representar essa cratera no papel? Novamente, a iluminação entra em jogo para oferecer a ideia de uma grande profundidade deixada.

Perspectiva e profundidade

Perspectiva é a etapa na qual os desenhistas vão criar a sua obra em duas dimensões com base em uma visão de um ponto de vista. A profundidade, por sua vez, se trata da expressão das dimensões do desenho. 

Conceitos básicos de perspectiva

A perspectiva é uma área bastante conhecida das pessoas que fazem desenho geométrico justamente por oferecer um ponto de vista de um desenho. Os conceitos básicos da área são: 

  • Linha do horizonte;
  • Linha de Terra;
  • Ponto principal;
  • Ponto de fuga;
  • Pontos de distância;
  • Plano geometral;
  • Quadro;
  • Ponto de observação.

Não se assuste com a quantidade de conceitos, pois só vamos precisar de dois deles para tratar neste guia para iniciantes: a linha do horizonte e o ponto de fuga. A linha do horizonte se trata, basicamente, da representação da altura dos olhos do observador. Enquanto isso, o ponto de fuga diz respeito ao ponto utilizado do horizonte para a criação de todas as linhas do desenho.

Utilizar bem os ângulos também é uma etapa importante para a criação da ideia de profundidade. Em definição, ângulos são medidas que dizem o quão inclinado estão as retas e isso é utilizado nos desenhos para criar a noção de profundidade.

Perspectiva de um, dois e três pontos

A perspectiva com um ponto de fuga é a mais simples e tem o objetivo de expressar com o máximo de precisão as dimensões de um lugar. Junto a isso, as perspectivas com um ponto de fuga expressam bem as distâncias do observador aos objetos analisados.

A com dois pontos de fuga, por sua vez, é a mais utilizada no cotidiano e é excelente para representar a visão humana dos diversos espaços. Os dois pontos, nesse caso, estarão localizados abaixo da linha do horizonte.

Por último, com três pontos de fuga geralmente são os desenhos que desejam passar a ideia de monumentos e costumam ser bem exagerados. O observador nesse caso estará bem acima ou abaixo da linha de horizonte.

As perspectivas são, com toda certeza, uma das etapas mais difíceis para os iniciantes, já que envolve uma capacidade de abstração maior do que algumas outras. Por isso, busque ajuda sempre que possível para obter um aprendizado maior e mais consistente para suas futuras obras.

Técnicas para criar a ilusão de profundidade

Existem duas técnicas que são mais comuns de serem usadas por iniciantes: o sombreamento e os desenhos em perspectiva. Inclusive, já tratamos o sombreamento nos exemplos da fachada da casa e da piscina. Através do destaque das partes mais escuras, é possível criar a ideia de distância para o término de uma figura o que, consequentemente, indica a profundidade dela.

Os desenhos em perspectiva, por sua vez, permitem que o desenhista adote um ponto de orientação e trace toda a sua ideia com base no ponto de vista escolhido. Através disso, é totalmente possível representar a profundidade de um objeto com a maneira pela qual as linhas foram desenhadas.

Um ótimo exemplo para você praticar é tentar desenhar piscinas e indicar o quão profundo ela é. Além de ser um ótimo treinamento para figuras com 3 dimensões, é uma grande chance de evoluir as técnicas de sombreamento e iluminação. Teste iluminar a água que está mais perto da borda e escurecer mais a que está mais profunda para você ver a diferença que o desenho terá.

Desenhando pessoas e figuras humanas

O desenho de pessoas é muito interessante e requer alguns conhecimentos básicos de observação para o uso da criatividade em cima desses saberes. Com isso, a sua obra estará em um formato mais harmonioso e de acordo com a realidade mostrada. Os tais conhecimentos básicos estão nas formas humanas, ou seja, a anatomia e o comportamento do corpo nas mais diversas situações como movimentos e expressões.

Anatomia básica e proporções

Como já informamos anteriormente, conhecer a anatomia básica do corpo humano com suas devidas proporções vai garantir que o seu desenho seja mais consistente e tenha uma boa proximidade com a realidade. Portanto, é preciso ter em mente alguns exemplos de formas básicas do corpo humano:

  • Tamanho de braços;
  • Tronco;
  • Quadril;
  • Pernas;
  • Cabeça;
  • Mãos;
  • Pés;
  • Orelhas;
  • Olhos;
  • Nariz.

É bem esquisito admirar um desenho de uma pessoa que possui a cabeça maior do que o restante do corpo, correto? Ao menos que a cabeça gigante tenha sido desenhada desse jeito com algum propósito, conhecer bem as proporções e características do corpo humano permitirá que erros acidentais como esse sejam evitados.

Estudo de posturas e movimentos

As posturas e movimentos são importantes para a ambientação e transmissão de ideias do momento daquele desenho. Observe como nos mangás que contém lutas os personagens são desenhados de maneiras que o leitor consegue compreender a situação ocorrida durante o combate. Alguns exemplos para estudo são:

  • Posição de luta;
  • Posição de tranquilidade;
  • Posição de tensão;
  • Movimento de andar;
  • Movimento de golpear;
  • Movimento de comer.

É possível observar isso nas famosas cenas de Naruto ou Dragon Ball nas quais os personagens aparecem sentados em uma mesa comendo as suas comidas favoritas. Para representar esses momentos, o desenhista precisa executar as técnicas de desenho a fim de posicionar o personagem e com os elementos demonstrar a situação da refeição. 

Como você pôde notar, ao tratar de posturas e movimentos é preciso pensá-las ao mesmo tempo. Apesar dessa ser uma das etapas que os iniciantes mais sentem dificuldades, é muito importante o conhecimento delas para a expressão correta do desenho.

Rostos e expressões faciais

Os rostos e expressões faciais são os fatores enriquecedores do seu desenho. Através deles, você será capaz de acrescentar uma quantidade maior de detalhes e mostrar qual sentimento aquela pessoa desenhada expressa.

Por exemplo, se durante uma leitura de mangá, você observar que o personagem está com os olhos arregalados e a boca aberta, a primeira ideia é de que ele levou um susto, correto? Pois bem, está provado como o uso desses elementos enriquece o desenho e, inclusive, ajuda a economizar a quantidade de palavras que precisaria ser utilizada no balão de fala.

Desenhando animais e natureza

Para desenhar animais e natureza, é indispensável exercitar a observação. É com boas observações que você terá dados suficientes para representar diversas formas existentes e através disso ter o máximo de precisão em seus desenhos.

Observação e estudo de animais

Durante a observação, você precisa se atentar ao formato geral daquele animal e, com bastante calma, reparar nos detalhes para representar em seu desenho. Esses detalhes, no entanto, precisam deixar a sua representação o mais fiel possível à realidade.

Imagine que você quer desenhar uma formiga. Para isso, é preciso olhar todas as partes do seu corpo e, aos poucos, tentar representar as medidas de maneira bem próxima a realidade. Uma dica é que você pode tentar associar a figuras geométricas a fim de facilitar o processo. O mesmo raciocínio pode ser utilizado para qualquer espécie e, dessa maneira, terá um padrão bastante interessante.

Anatomia e proporções animais

A anatomia e proporções para animais seguem o mesmo método da anatomia humana. Portanto, nessa etapa estamos interessados em conhecer quais são os tamanhos para uma orientação mais precisa e próxima à realidade do nosso desenho. Logo, é interessante pesquisar sobre:

  • Tamanho médio do animal escolhido;
  • Tamanho dos membros;
  • Variações de tamanho de espécie para espécie.

Portanto, se temos anatomia envolvida, as proporções também estão presentes quando se trata de desenhar animais. Comparar tamanhos é algo que desenhistas farão desde o início de suas carreiras e se faz mais importante ainda no desenho de animais.

Plantas, árvores e paisagens naturais

Para as paisagens naturais, árvores e plantas, o processo se repete novamente. Para este caso específico, basta termos conhecimento das dimensões das plantas escolhidas e representá-las com o máximo de riqueza possível com as ideias existentes.

O uso de cores é muito interessante para esses tipos de desenho justamente por expressarem parte da beleza da natureza e ajudarem a passar a mensagem desejada. Um dia chuvoso em uma montanha, por exemplo, pode ser desenhado de diversas formas, mas precisamos conhecer os tamanhos médios das montanhas, formatos das nuvens e afins para auxiliar a construção do desenho.

Desenhando objetos e ambientes

Para o desenho de objetos e ambientes, o método é quase idêntico ao desenho de animais. Portanto, é necessário exercitar bastante o ato de observar e registrar dados para futura organização e depósito dos conhecimentos artísticos.

Representação de objetos cotidianos

A representação de objetos cotidianos é o exercício mais recomendado para o iniciante e até mesmo para pessoas que tiveram algum bloqueio criativo recentemente. Com eles, você pode exercitar todos os conceitos iniciais para os desenhos e ainda aplicar toda a sua dose de criatividade nas representações cotidianas.

Desenhando ambientes e cenários

O desenho de ambientes e cenários é a etapa na qual o desenhista criará o local e os elementos que vão compor os significados da obra. Por isso, é preciso levar em conta as técnicas passadas e organizar a distribuição dos elementos de maneira compreensível.

Para este ponto, a melhor dica que temos é sempre buscar por inspirações, seja em viagens ou em pesquisas na internet. Ver obras de outros artistas é capaz de causar diversos sentimentos interessantes e, dessa forma, incentivar a produção de ideias para serem depositadas no papel.

Um outro exercício interessante é, antes de desenhar um ambiente e um cenário, escrever em palavras como você quer aquela criação. Depois, tente transferir a ideia escrita para o papel com o máximo de proximidade. Além de te ajudar a dominar a língua, você vai exercitar a capacidade de abstração e expressão necessária ao desenhista.

Composição e storytelling visual

Quando se fala de storytelling visual, estamos interessados na história que aquele desenho conta através de seus elementos. Isso pode ser feito das mais variadas formas, seja com cores, sequências, objetos desenhados em posições específicas e entre outras maneiras.

Logo, desenhar a sua caneca de café preferida pode dar diversas noções interessantes, cabe à sua criatividade. Tente representar, por exemplo, uma manhã bonita na qual você pega tal caneca e pensa nos projetos futuros.

Estilos e técnicas artísticas

Um estilo artístico é, basicamente, um conjunto de técnicas padronizadas para o desenhista utilizar na composição de suas obras. Isso significa que é preciso seguir algumas regras para o desenho ser enquadrado naquela característica e seu principal benefício é oferecer um guia para o criador. Abaixo temos 3 das mais populares, veja!

3 Estilos de desenho populares 

Os 3 estilos de desenho populares levam em conta o momento que vivemos e a qualidade de conhecimentos que eles podem oferecer ao desenhista iniciante. Por isso, quando terminar de ler os estilos, busque por vários exemplos de artistas que os utilizam e tente entender a forma de trabalho deles.

Mangá

Muito popular na atualidade, o mangá é o estilo de desenho japonês que possui um grande foco nos contornos. Algumas características interessantes desse estilo é a ousadia como as poses, no caso de Jojo’s, grandes volumes de sombras e traços muito finos.

Desenho realista

Esse estilo de desenho utiliza diferentes técnicas para tentar deixar a arte mais próxima o possível da realidade. Esse estilo se tornou muito popular com a divulgação da fotografia e é um dos mais completos existentes. Geralmente costuma ser utilizado para retratos de família, fotos e outros do gênero.

Desenho abstrato

O desenho abstrato é, basicamente, o oposto do desenho realista. No estilo abstrato, o desenhista tem liberdade para brincar com as formas das coisas sem precisar corresponder ao que a realidade nos mostra e, dessa maneira, expressar seus sentimentos e ideias com muitas variações. Existe uma outra forma chamada de abstracionismo geométrico que busca expressar os sentimentos através das formas geométricas.

Explorando diferentes técnicas e mídias

Com todo o conhecimento a respeito de várias técnicas, agora cabe a você optar pelas que mais te permitirem expressar melhor suas ideias. Já adiantamos que a quantidade de técnicas utilizadas é ditada por você, ou seja, existem autores que usam só uma, alguns usam duas, outros mais de cinco, resultando em uma escolha muito pessoal.

Um bom exercício para você iniciar a mistura é observar obras de diferentes autores que tratam sobre o mesmo assunto. Além de fortalecer bastante o seu conhecimento a respeito do tema, você estará em contato com diversos tipos de traços, sombreamentos e diversos outros elementos próprios de cada autor e poderá observar com maior precisão qual te atrai mais.

Desenvolvendo seu próprio estilo artístico

Todos os conhecimentos trazidos até aqui são as bases que qualquer desenho manipula para chegar no resultado desejado e agora cabe a você desenvolver seu estilo. Em outras palavras, a sua missão é descobrir como vai manipular os conhecimentos depositados neste artigo em suas obras. Para te ajudar nessa tarefa, veja as seguintes perguntas e responda-as com sinceridade:

  1. Qual o meu objetivo de criar desenhos?
  2. Qual a forma de criação que mais me agrada?
  3. De todas as técnicas que eu conheci, a qual eu me adapto mais?

São 3 perguntas simples, mas que quando pensadas profundamente, você consegue extrair diversas informações essenciais a respeito de seus desenhos. Portanto, se possível, deposite um tempo para respondê-las com o máximo de sinceridade.

Recapitulação dos conceitos e técnicas apresentadas

Falamos sobre bastante coisa, não é? Inicialmente, tratamos sobre o conceito de desenhar e qual o objetivo final de qualquer desenho: a transmissão de ideias. Depois disso, nos desdobramos em entender formas de criar os nossos desenhos e entender cada uma dessas técnicas.

Após essas explicações, passamos para alguns exemplos de desenhos interessantes para se fazer e entender os conceitos passados. Por último, ensinamos como desenvolver o seu próprio estilo artístico para deixar a sua marca em seus desenhos através da exploração de vários estilos existentes e da execução das 3 perguntas definidoras de um bom estilo.

A importância da prática e do desenvolvimento contínuo

O treinamento constante vai permitir que você memorize todos os conceitos abordados e, assim, não haverá necessidade de consultá-los toda vez que se for desenhar. Com isso, o desenvolvimento contínuo vai garantir que suas ideias sempre surpreendam os espectadores e diminuirá muito as chances de um bloqueio criativo. Esses dois são os grandes segredos da arte do desenho. 

Para você ter noção do poder disso, experimente observar os primeiros capítulos do mangá de One Punch Man e depois compare com os desenhos dos últimos capítulos. Você perceberá a grande evolução de todos os pontos explicados no artigo como proporcionalidade, qualidade de traços e os outros.

Encorajamento para seguir na jornada criativa do desenho

Você já percebeu que mesmo com diversas tecnologias desenvolvidas, os desenhos ainda são uma das formas de expressões mais ricas da humanidade? Além disso, o mercado sempre precisa de novas ideias de design e coisas relacionadas ao universo dos desenhos e, por isso, essa carreira ainda promete muitas ideias promissoras.

Por isso, mantenha sempre uma boa rotina de desenhos e uma última dica de ouro: não descarte seus desenhos! Mesmo que você ache eles horríveis, guarde os desenhos que não gosta em uma pastinha para no futuro realizar comparações de sua evolução na área.

Caso tenha um professor que o acompanhe, experimente levar os rascunhos de suas obras. Com elas, você facilitará bastante o trabalho do seu orientador em identificar pontos de melhorias necessárias em sua obra e, consequentemente, acelerar o seu desenvolvimento na arte do desenho.

5 Plataformas e comunidades de artistas para compartilhar e aprender

Para finalizar com chave de ouro, não existe aprendizado sem compartilhamento e opiniões, certo? Por isso, seguem 5 plataformas muito interessantes para você que busca melhorar os seus desenhos e ter uma noção de como está esse mercado, caso deseje fazer disso uma carreira.

Paint online

O Paint Online é uma plataforma de pintura online baseada no software Paint do Windows, programa bem conhecido pelos alunos de informática. O diferencial do Paint Online está na qualidade da plataforma, pois ela é destinada para os que não são usuários de Windows e desejam utilizar a ferramenta. Por isso, não espere para testar!

DeviantArt

Essa plataforma é garantia de inspiração constante. Através dela, você conhece obras de várias pessoas e pode encontrar diversas formas de manifestação de arte como animações, pinturas, desenhos realistas e vários outros.

Pinterest

Essa é mais uma plataforma para a busca de inspirações. Não são poucos os desenhistas que salvaram as suas criações ou acharam a ideia que faltava com as diversas postagens dessa plataforma. Além de gratuita, é possível realizar parcerias com marcas para que suas postagens (chamadas de pins) sejam patrocinadas.

Colab55

No Colab55, você tem acesso a diversos produtos do mundo artístico e pode oferecer para venda as suas criações. A melhor forma de utilizar esse canal é observar os preços médios dos produtos artísticos e, dessa forma, ter uma base do contexto do momento.

Ello

Desde a sua criação em 2014, era notável como o foco da plataforma Ello se voltava para os artistas. Atualmente, isso se tornou mais explícito e com os desenvolvimentos que se seguiram é possível enxergá-la como uma rede social para os artistas. Logo, curtir as artes e divulgar as criações dos outros são algumas funcionalidades excepcionais para qualquer desenhista.

Com todo esse grande panorama, você possui todos os conhecimentos necessários para começar a arte do desenho. Por ser um conteúdo bem extenso, recomenda-se que sempre releia alguma parte que esquecer a fim de garantir que suas obras atendam às suas expectativas e assim você crie bons desenhos!

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